1º PACIENTE A RECEBER TRANSPLANTE DE MÃOS SE DIZ ARREPENDIDO DA CIRURGIA






Já se passaram sete anos desde que Jeff Kepner se tornou o primeiro paciente do mundo a receber um transplante duplo de mãos. Na época, o mundo comemorou o grande feito científico, já que Kepner, que usava mãos mecânicas, poderia recuperar o tato. O que ele tem a dizer sobre o procedimento hoje? Basicamente, que está arrependido e preferia ter continuado com as mãos mecânicas.

O arrependimento tem a ver com a frustração que Kepner, hoje com 64 anos de idade, sente em relação ao procedimento: ele esperava ter uma melhor qualidade de vida, o que não aconteceu. Desde a cirurgia, ele não recuperou o movimento dos membros e alega não conseguir usar as mãos para fazer nada.

Na época o procedimento durou nove horas, mas Kepner ainda foi operado outras três vezes, para tentar corrigir as falhas da primeira cirurgia – ele nem mesmo conseguia mexer as mãos. Para o paciente, o processo todo foi uma experiência médica que o encheu de emoções controversas: empolgação, ansiedade, frustração, impotência e, por fim, aceitação. Ainda assim, ele não culpa a equipe médica por nada, mas diz que preferia não ter passado pelo procedimento.

A história 

“Cada paciente é um caso diferente, e nem todos acabariam assim. Nunca diria a alguém que não fizesse a operação por causa da minha experiência”, disse ele em declaração publicada na BBC. Além do mais, ele diz que sabia dos riscos que corria por ser a primeira pessoa a ser submetida a esse tipo de cirurgia.

Desde 1999 ele usava próteses tanto nos braços quanto nas pernas – Kepner perdeu os quatro membros devido a uma infecção bacteriana. Ainda assim, conseguia se locomover, trabalhava e, inclusive, dirigia. Quando a opção do transplante surgiu, tanto Kepner quanto sua família ficaram esperançosos e mantiveram essa esperança pelas semanas seguintes ao procedimento, já sabendo que ele passaria por inúmeras sessões de fisioterapia e teria que tomar muitos remédios.




O problema foi que mesmo após receber alta e dar prosseguimento ao tratamento, Kepner não sentiu qualquer diferença. Quatro anos após a cirurgia, ele reencontrou a equipe médica que realizou o procedimento. A ideia era buscar uma solução para o caso do paciente, mas nenhum dos procedimentos pelos quais passou depois trouxe qualquer resultado.

O arrependimento 




Após anos de sofrimento e frustração, Kepner pediu para voltar a usar próteses. O problema é que retirar os membros transplantados prejudicaria a base óssea dos braços do paciente, o que dificultaria o suporte das próteses. Se retirassem apenas parte dos braços de Kepner, as chances de seus membros rejeitarem as próteses seriam muito grandes.

“Eles haviam me dito que, se tudo desse errado, poderiam voltar a amputar. Mas durante a operação cortaram mais porções em bom estado do meu braço para substituir pelas do doador. E por isso agora não posso receber as próteses”, conta ele.

Apenas 85 pessoas em todo o mundo já se submeteram ao mesmo procedimento pelo qual Kepner passou em 2009, devido à complexidade dessa cirurgia. A boa notícia é que houve avanços nos últimos anos, e justamente por isso Kepner afirma que, se houvesse esperança, voltaria ao centro cirúrgico para tentar fazer com que seu transplante fosse, finalmente, bem-sucedido. Até lá, no entanto, a palavra que fica é arrependimento.

Fonte: megacurioso.com.br
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