CASO CARLINHOS COMPLETA 43 ANOS E AINDA INTRIGA AS AUTORIDADES

A história contada a seguir não só envolveu uma criança, como é um caso ainda sem solução e considerado um dos casos de sequestro mais misteriosos do país.





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Nos anos 70 sequestro era um dos crimes mais banais, mais ainda quando se tratava de caso com crianças.  A história contada a seguir não só envolveu uma criança, como é um caso ainda sem solução e considerado um dos casos de sequestro mais misteriosos do país.

Crianças da família Ramirez da Costa

O crime envolveu a família carioca Ramirez da Costa, composta pelo casal Maria da Conceição e João, e seus sete filhos, Vera Lúcia, Carmen, Eduardo, João, Carlos, Roberto e Luciana que, na época, tinham 15, 14, 13, 11, 10, 8 e 3 anos de idade, respectivamente. Tudo aconteceu na noite do dia 2 de agosto de 1973, enquanto a mãe das crianças estava com os cinco filhos mais velhos em casa assistindo televisão.

Maria da Conceição se encontrava em casa com Vera Lúcia, Carmen, Eduardo, João e Carlos, ou Carlinhos, como era chamado pela família, assistindo à novela das 8 quando, de repente, ocorreu um corte de energia e a casa da família ficou completamente às escuras. Foi nesse momento que um homem armado invadiu a residência, trancou todos em um dos cômodos e fugiu levando Carlinhos.

Mãe de Carlinhos fotografada diante da casa da família após o sequestro do menino


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O sequestrador deixou um bilhete ao sair, no qual avisava que a criança estava em seu poder e que só seria devolvida após o pagamento do resgate. O criminoso exigiu que a família levantasse o montante de 100 mil cruzeiros, e instruiu que o dinheiro, juntamente com o bilhete, deveria ser deixado dentro de uma bolsa em um ponto específico do cruzamento de duas ruas da capital fluminense, no dia 4 de agosto às duas horas.

A nota também dizia que se a família tentasse qualquer reação, a vítima seria liquidada. No momento do sequestro, o pai de Carlinhos se encontrava com os dois filhos menores, Roberto e Luciana, trabalhando em um laboratório farmacêutico que pertencia aos Ramirez da Costa. Apesar de serem proprietários do negócio, os pais do menino não possuíam o dinheiro exigido para pagar pelo resgate, e a comunidade, comovida, se uniu para fazer doações.

Manchete da época noticiando sobre o sequestro

Além disso, as autoridades cariocas não tinham qualquer experiência na época para lidar com casos de sequestro. Entretanto, no dia e local combinados para a o pagamento do resgate, inúmeros policiais disfarçados de civis, pipoqueiros e vendedores de sorvete, tomaram a região, a bolsa com o dinheiro foi deixada exatamente no ponto informado, mas Carlinhos jamais apareceu.


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Investigações

As investigações levaram a diversos suspeitos, entre eles os diretores de uma clínica que ficava ao lado da residência da família de Carlinhos, já que um dos proprietários tinha interesse em comprar a casa dos Ramirez da Costa. O médico, um homem chamado Mário Filizzola, teria oferecido 60 mil  cruzeiros pelo imóvel, e os policiais seguiram a ideia de que o sequestro poderia ser uma artimanha para pressionar os pais do menino.

Carlinhos

As autoridades chegaram a prender o marceneiro da clínica, Kleber Ramos, acreditando que ele teria sido contratado para raptar o garoto, mas, na falta de provas, ele foi solto. Outros funcionários também foram investigados e levados para depor, mas os policiais não conseguiram encontrar nada que comprovasse o envolvimento do médico, porém os investigadores se deram conta de algumas inconsistências no caso.

Suspeitos são levados pela polícia para depoimento

A família de Carlinhos tinha três cães, e nenhum deles parece ter reagido quando o sequestrador invadiu a casa. Além disso, a porta da residência não mostrava sinais de ter sido forçada, e a caixa de luz onde os fios foram cortados não se encontrava em local evidente, e esses detalhes davam indícios de que o invasor podia ser alguém conhecido.


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Para piorar, as investigações apontaram que o João, o pai de Carlinhos, estava enfrentando uma série crise econômica e precisava desesperadamente de dinheiro. Aliás, quando a comunidade se reuniu para fazer as doações para o pagamento do resgate, o montante passou dos 300 mil cruzeiros, três vezes o valor exigido, e não se sabe que fim levou essa grana toda.

Evidentemente os pais de Carlinhos se tornaram suspeitos do crime, especialmente o pai que chegou a ser acusado de forjar o sequestro. Não demorou até que inúmeras histórias começassem a circular sobre o casal, e uma delas seria que João estava tendo um caso com a secretária os dois teriam planejado o rapto, e mãe do menino sempre aparecia sorrindo e acenando diante da imprensa, levantando suspeitas entre os jornalistas.

As investigações continuam

Um dos rumores envolvendo a mãe de Carlinhos foi de que ela teria um caso com um pai de santo local, e esse homem teria sequestrado o menino e o levado ao Maranhão. Então, em janeiro de 1974, cerca de seis meses após o sumiço de Carlinhos, um homem chamado Adilson de Oliveira se apresentou à polícia, assumiu a autoria do crime e revelou que João Costa havia sido o mandante.

O pai de Carlinhos chegou a ser preso, e liberado pela polícia no dia seguinte graças a um habeas corpus. Mais tarde, os investigadores descobriram que a confissão de Adilson não era verdadeira e, com a falta de provas, o caso foi encerrado. Ademais, os boatos, a pressão e a desconfiança levaram os pais do menino a se divorciar.

Então, em 1977, um detetive particular chamado Bechara Jalkh, contratado para investigar o caso paralelamente à polícia, voltou a levantar acusações de que João Costa teria forjado o sequestro de Carlinhos. Segundo ele, como o pai do menino estava completamente falido, ele teria criado um plano mirabolante para conseguir dinheiro.

O caso foi reaberto pela polícia, e análises no bilhete deixado pelo sequestrador apontaram que ele havia sido redigido por um homem chamado Silvio Pereira, funcionário de João. Curiosamente, também veio à tona que Vera Lúcia, a irmã mais velha de Carlinhos, teria reconhecido Silvio no dia do sequestro, mas, depois de dizer isso ao pai, João teria dito à filha que se ela falasse a respeito do assunto, ele seria preso. O funcionário chegou a ser condenado a 13 anos de prisão, mas, após um recurso apresentado pela defesa, ele foi absolvido.


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Suspeita terrível

O envolvimento de João Ramirez da Costa no sequestro do filho jamais foi comprovado pela polícia. Ele se casou novamente e vive com a segunda mulher no Rio de janeiro. Já a mãe do menino, Maria da Conceição, mora em uma quitinete com a filha mais velha e já recebeu a visita de mais de 10 homens que diziam ser Carlinhos.

Contudo, exames de DNA revelaram que nenhum deles é seu filho. Um desses homens continua fazendo visitas esporádicas à Maria da Conceição até hoje. Os pais do menino vivem com dificuldades financeiras, e ninguém sabe como o dinheiro do resgate foi utilizado.

estimativa da aparência atual de Carlinhos

No início de 1974, chegou a ser publicada a terrível notícia de que o garoto teria sido afogado no mar a pedido do pai três meses depois de ser raptado, mas o corpo jamais foi encontrado. Após 43 anos, o caso do sequestro de Carlinhos continua sem solução e o que realmente aconteceu no dia em que o menino desapareceu ainda é um mistério que intriga as autorizades.

Créditos/Fontes: Mega Curioso


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CASO CARLINHOS COMPLETA 43 ANOS E AINDA INTRIGA AS AUTORIDADES CASO CARLINHOS COMPLETA 43 ANOS E AINDA INTRIGA AS AUTORIDADES Reviewed by Allyson Souza on 11/28/2016 12:24:00 PM Rating: 5

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