LEMBRA O JOVEM DO ACRE QUE SUMIU? TODA A VERDADE APARECE E CHOCA



Polícia prende jovem relacionado com sumiço e diz que tudo não teria passado de 'marketing'.

Nesta quarta-feira (31) a Polícia Civil do Acre apreendeu contratos feitos entre Bruno Borges, jovem desaparecido desde o fim de março, e seus amigos prevendo a distribuição de lucros pela venda dos 14 livros que o estudante de psicologia deixou criptografados. Os documentos foram encontrados na casa de um dos amigos, Marcelo Ferreira, 25, que chegou a ser detido, mas deve ser liberado, segundo o delegado Alcino Júnior.


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Ele e Márcio Gaiote responderão a inquérito por falso testemunho segundo o delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso. Na casa de Gaiote, que vive atualmente na Bahia, a polícia encontrou há cerca de dez dias a cama e um móvel do quarto de Bruno. Antes de sumir, o jovem se desfez da mobília e ornamentou o quarto com inscrições e uma estátua do filósofo italiano Giordano Bruno.

Os amigos de Bruno, segundo a investigação, o auxiliaram no seu plano e não contaram tudo o que sabiam à polícia. “Os dois estavam seguindo o plano de divulgação para a mídia dessas obras”, disse Júnior à reportagem.

Objetos encontrados no quarto do Jovem desaparecido no Acre.


Tudo foi meramente calculado

O contrato com Marcelo prevê que o amigo receba 15% do “faturamento bruto do Projeto Enzo e das 14 literaturas iniciais que farão parte do lançamento do projeto”. O pagamento seria feito todo dia 10 de cada mês. Para Márcio, seriam destinados 5%. O primo de Bruno, Eduardo Borges, que lhe emprestou R$ 20 mil para a empreitada, ficaria com outros 15%.

O contrato foi redigido no dia 10 de março e teve a firma reconhecida por Bruno no dia 27 daquele mês, data em que desapareceu. Um das cláusulas afirma que “o evento será inaugurado e lançado até o final do mês de abril de 2017”. “Todo o lançamento do projeto será feito pelo autor e da maneira que julgar necessária”, diz ainda o documento, que proíbe rescisão.


O delegado afirma que, com a nova apreensão, ficou claro que não há crime por trás do sumiço do rapaz. “A ideia era esclarecer se tinha ou não um crime relacionado a esse desaparecimento. Hoje a gente põe uma pá de cal em cima disso. A localização dele agora é bastante secundária, até porque não é crime querer desaparecer. A gente tem interesse em achá-lo, mas não é uma prioridade.” “Esse desaparecimento tinha fortes indícios de que tinha o objetivo mesmo de um plano de marketing”, completou Júnior.

O delegado afirmou ainda que a polícia não tem mais obrigação de localizar Bruno, mas vai continuar a busca para esclarecer detalhes do caso. Na casa de Marcelo, a polícia também encontrou maconha e, por isso, o jovem ficou detido na delegacia.



Familiares contestam

Nas redes sociais, familiares de Bruno rechaçaram a conclusão de que o desaparecimento foi uma jogada de marketing e afirmaram que o lançamento do primeiro livro ocorrerá em breve.

“Desde o desaparecimento soubemos do contrato, e isso nunca nos disse muita coisa a respeito. Até porque, para que os planos do Bruno deem certo, ele precisa de dinheiro. Afinal, não dá pra construir hospitais e ajudar quem precisa só com amor no coração. Então nem comecem com nhenhenhe!! Qual o problema ele fazer um contrato para ajudar amigos que o ajudaram?”, escreveu Gabriela, irmã do jovem.

“Me tranquei no quarto sem comer, sem dormir e sem falar para que eu pudesse assimilar bem o conteúdo destes livros e saber onde Bruno Borges queria chegar ou o que ele queria nos passar. Então eu digo com respeito a todos que os livros não são uma jogada de marketing”, afirmou a mãe dele, Denise Borges.


Fonte: correio24horas.com.br


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