Pare já de come-los! Estes 7 alimentos “saudáveis” não fazem nada bem à saúde

Perguntamos a especialistas em alimentos quais deles são erroneamente percebidos como escolhas “saudáveis”, tanto pela mídia quanto pelos consumidores e a resposta é alarmante





Não é porque algo parece ser saudável, ou é vendido como tal, que realmente faz bem à saúde.




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Barrinhas de cereal


“Este costuma ser o erro mais comum que identifico em novos clientes, e é a primeira coisa que risco da sua lista de compras,” diz Michelle Braude, médica e nutricionista. “Eles me dizem que são pessoas muito saudáveis, já que só comem barrinhas de cereais entre as refeições, e não barras de chocolate. O problema é que a maioria destas barrinhas é altamente processada e cheia de açúcares refinados, óleos prejudiciais, calorias e gordura. Para não mencionar a adição de pedacinhos de chocolate ou de uma calda de chocolate branco!”

“Mesmo sem estes elementos, muitas destas barrinhas são ricas em calorias e têm mais gramas de gordura e açúcar do que muitos chocolates. No entanto, como elas contêm aveia, nozes e talvez frutas secas, meus clientes, e muitos outros, são levados a acreditar que elas são saudáveis”.

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“Uma opção muito melhor é um punhado de amêndoas ou castanhas de caju e uma porção pequena de frutas secas, como uvas-passas, ou meia xícara de frutas silvestres, como mirtilos e framboesa. Eles oferecem a combinação perfeita de proteínas, fibras, açúcares naturais das frutas e gorduras insaturadas, benéficas para a saúde do coração, mantendo os níveis de açúcar no sangue estáveis e combatendo a vontade de comer doces!”

Biscoitos para o café da manhã

Estes produtos alegam proporcionar horas de um fornecimento estável de energia e nutrientes, mas a realidade é bem diferente. É o que afirma Rhiannon Lambert, nutricionista. Estes biscoitos, na verdade, são pobres em proteínas e ricos em açúcar, e ela explica que “as proteínas são essenciais para manter o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.

“Os biscoitos do café da manhã contêm o equivalente a três colheres de chá de açúcar – mesma quantidade presente numa barra de chocolate pequena. Nós precisamos estar atentos à nossa ingestão de açúcar, e comer biscoitos no café da manhã não é uma opção nutritiva ou saudável”.

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“Eu sempre aconselho meus clientes a fazer ovos cozidos e mantê-los na geladeira para um café da manhã nutritivo e rico em proteínas. Outra opção é preparar uma porção de overnight oats (aveia dormida). Ela pode ser consumida como se fosse um mingau frio no caminho para o trabalho, e não tem adição de açúcar. Você pode acrescentar uma medida de proteína em pó para aumentar o teor proteico e reduzir a velocidade da liberação dos açúcares”.

Sucos verdes prontos

O preparo dos sucos envolve remover as fibras das frutas e vegetais. “Sem as fibras, os nutrientes no suco são absorvidos rapidamente na corrente sanguínea, o que nos dá aquela explosão inicial de energia,” explica Rhiannon. “No entanto, o problema surge quando esta mesma falta de fibras resulta numa liberação tão rápida dos açúcares que pode causar um pico em seus níveis no sangue. Isso pode levar a uma queda significativa de energia e à vontade de comer alimentos açucarados ao longo do dia”.

O que dizer sobre os vegetais verdes que estes sucos contêm? Eles não são bons para a nossa saúde? “É preciso usar uma quantidade muito pequena de espinafre para transformar um suco de abacaxi ou maçã em um suco verde, e muitas das versões prontas usam muitas frutas para que o suco renda e tenha um sabor mais agradável,” diz Rhiannon. Além disso, a maioria das garrafas de suco contém duas porções, embora você nunca se dê conta disso se não ler as letras pequeninas impressas na embalagem. “Um suco de 415 ml da marca Nakd Green Machine contém 52 gramas de açúcar, o equivalente a uma barra de chocolate ao leite de 90g! Um suco de 400ml da Pret Green Goodness tem 42,8 gramas de açúcar, mesma quantidade encontrada numa lata de 330ml de Coca-Cola”.

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Uma porção de frutas ou vegetais crus, como cenoura, pepino ou aipo. As fibras que eles contêm irão reduzir a velocidade de liberação do açúcar e ajudarão a manter os níveis de energia estáveis. Combine as frutas com iogurte ou nozes e os vegetais com uma pasta como homus ou tzatziki, para obter proteínas que promovem a saciedade. Você pode consumir os sucos, mas esporadicamente.



Refeições congeladas com “baixo teor de calorias”

“As refeições prontas, congeladas, com baixas calorias, costumam ser riquíssimas em sódio (sal) e açúcares adicionados,” explica a nutricionista Amanda Kruse. “Além disso, as porções costumam ser muito pequenas e podem levar a exageros no consumo de outros alimentos, mais à frente – especialmente se não forem combinadas com outros alimentos, como saladas, frutas ou laticínios). Você também pode sentir que está consumindo várias porções de vegetais quando, na verdade, uma refeição congelada pode conter apenas ¼ de xícara de vegetais”.

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Amanda sugere optar por algumas de suas refeições prontas preferidas…

Peito de frango com alho, ervas, pimentão e cebola, acompanhado de arroz integral ou quinoa, e uma porção de edamame. Prepare várias porções e deixe-as prontas na geladeira para que você só tenha que aquecê-las antes de comer.

Asse 3 peitos de frango com 250g de pimentão e cebolas, cortados em rodelas, 3 colheres de sopa de alho picado, 2 colheres de sopa de tempero italiano, e 1 fio de azeite de oliva
Siga as instruções da embalagem para preparar 3 xícaras de arroz integral ou quinoa.
Coloque cada peito de frango com uma xícara de arroz em um recipiente resistente ao calor.
Aqueça no micro-ondas antes de servir.
Misture ½ saco de edamame congelado com 1 colher de sopa de azeite de oliva, 1 colher de chá de molho de pimenta, 1 colher de chá de alho em pó, e uma pitada de sal marinho.
Prepare-o e mantenha-o na geladeira.
Coma frio ou à temperatura ambiente.


Alimentos sem glúten


Os alimentos sem glúten costumam ser percebidos como “naturais” ou “saudáveis”, e os fabricantes estão criando produtos que intensificam esta percepção, de acordo com os nutricionistas Alex Parker e Anna Debenham.

“Apesar da promoção da mídia, não há evidências de que adotar uma dieta livre de glúten tenha efeitos adicionais para a saúde, no caso de pessoas que não tenham doença celíaca ou intolerância a este elemento. Uma dieta sem glúten é restritiva, complexa, cara, e pode consumir muito tempo,” explicam. “Quando o glúten é removido de alimentos como farinhas e pães, eles perdem a sua textura elástica e macia. Para conseguir um produto de sabor agradável, outras propriedades refinadas costumam ser adicionadas, como fibras processadas e estabilizadores”.

“Os alimentos livres de glúten não estão associados à perda de peso. Eles costumam conter a mesma quantidade (ou até mais) de calorias, gorduras e carboidratos dos produtos normais. Além disso, muitas vezes, eles contêm menos fibras – um nutriente essencial para a boa saúde intestinal”.

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“Escolha alimentos ricos em grãos integrais para maximizar a ingestão de fibras, vitaminas e minerais, fitonutrientes e proteínas. Inclua diferentes grãos, para aumentar o prazer e a nutrição, e experimente outras variedades (como espelta, quinoa, painço e amaranto) como uma forma de potencializar a sua ingestão de cereais integrais”.



Isotônicos e água com vitaminas adicionadas

De acordo com a nutricionista Neelam Pun, estas bebidas passam a impressão de que são compostas apenas por água fortificada com vitaminas e minerais. “Estes produtos recebem etiquetas contendo palavras marcantes como “essencial” e “revitalizante”, que sugerem que oferecem um extra de nutrição. Eles têm cores chamativas e nomes frutados, contribuindo para a ilusão de que contêm frutas”.

A verdade? “Infelizmente estes produtos são apenas água com açúcar,” diz Neelam. “Apesar dos nomes frutados, eles têm muito pouco de frutas, mas contam com aproximadamente seis colheres de chá de açúcar, por garrafa. Eles também vêm em embalagens grandes, de 500 ml, o que nos incentiva a beber mais do que precisamos, mesmo quando estamos satisfeitos”.

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“Não há um substituto para a água pura que seja capaz de hidratar o corpo e matar a sede sem conter calorias. Se você quer um pouco mais de sabor, experimente adicionar um pouco de limão, folhas de hortelã, gengibre e/ou frutas silvestres numa jarra de água, com ou sem gás, para obter uma infusão adocicada saudável”.

Óleo de coco

O óleo de coco foi intensamente promovido nos últimos anos como o elixir da “cura-completa”. Mas, segundo o nutricionista Michael Lawler, estas alegações estão baseadas apenas em especulação, e não em evidências. “Já li artigos desinformados sobre a habilidade do óleo de coco em fazer praticamente tudo, desde curar o câncer até acabar com a diabetes, ajudar a perder peso, fazer o cabelo crescer e desintoxicar o organismo!” disse ele. “A maior parte desta desinformação da mídia e da propaganda saudável é liderada por empresas de marketing em nome dos fabricantes do óleo de coco, e não por pesquisas de universidades, estudos sérios ou análises populacionais,” explica Michael.

“A realidade é que o óleo de coco, e a maioria dos produtos saudáveis relacionados ao coco, são ricos em gorduras saturadas, que aumentam o colesterol. O óleo de coco também é muito rico em calorias, fazendo com que seja mais fácil consumi-lo em excesso, e tem o potencial de dificultar a manutenção do peso em pessoas saudáveis. Tenho visto uma nova onda de clientes com doenças cardiovasculares em meu consultório com níveis muito, muito altos de colesterol LDL após terem incluído o óleo de coco em suas dietas”.

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“Se você está buscando uma opção para cozinhar, use o azeite de oliva (idealmente o extravirgem). Use o óleo de coco com moderação, e trate-o como a manteiga ou outras gorduras animais”.

Naomi Mead
Country Living 1

Fonte: Yahoo!




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